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Resenha – Bilionários por acaso

Esta resenha contém spoilers

Se tem uma coisa que me desperta bastante a curiosidade é em relação aos bastidores da criação de empresas de tecnologia. Assim foi com a Apple, Windows e agora o Facebook. O livro Bilionários Por AcasoUma História de sexo, dinheiro, genialidade e traição, de Ben Mezrich, conta uma história comum: dois jovens inteligentes e talentosos que estudam numa das universidades mais prestigiada do mundo, Harvad, com um potencial enorme de criarem algo grande e se unem para isso. No entanto, a traição por parte de um dos membros da sociedade ocorre e o desenrolar da história acontece justamente no momento em que as partes lutam para manter a reivindicação da criação para si. Assim foi a narrativa adotada em Piratas do Vale do Silício – que conta a história da criação da Apple e como Bill Gates se apropriou da ideia de Steve Jobs ao criar um sistema gráfico para PCs.

Mas voltando o foco para a criação do Facebook, o livro é uma história envolvente, surpreendente e que às vezes pode causar aflição no leitor. Isso porque em vários momentos você consegue perceber as intenções, sete caso as más, de Mark Zuckerberg em relação ao seu parceiro e então amigo, o brasileiro Eduardo Saverin. Mas como toda história com mocinhos e bandidos, o mocinho ingenuamente não percebe as verdadeiras intenções do vilão em questão.

Eduardo tinha dinheiro, Mark precisava de dinheiro – talvez fosse simples assim. Mas Eduardo queria acreditar que houvesse mais que apenas isso

O livro foi um best seller incontestável, tanto que rendeu um roteiro para o filme intitulado “A Rede Social” que ganhou inúmeros prêmios, incluindo o Óscar de melhor roteiro, trilha sonora e edição. Numa linha cronológica perfeita, a história de como surgiu a rede social Facebook tem como pano de fundo a necessidade mais básica do ser humano: sexo. Sim, é isso mesmo. Basicamente o site  mais famoso do mundo partiu da necessidade que Mark passou meses desenvolvendo um projeto pessoal que possibilitasse a interação social através de afinidades.

Só que nem tudo são flores. Para dar o start na história toda, antes de iniciar este projeto, Mark fora convidado pelos gêmeos Cameron Winklevoss e Tyler Winklevoss, para terminar e publicar o site do qual eles haviam trabalhado intensamente antes. Só que a polêmica que ronda a criação do Facebook está justamente neste episódio e gostaria de contar com a opinião de vocês sobre o que acharam. Entendam o por que da polêmica:

Será que Zuckerberg tinha pegado a ideia deles e aperfeiçoado? Podia ser uma coincidência, ou será que ele começou a trabalhar no site deles e se apropriou do conceito? Não, não parecia certo. Para Tyler era…roubo

Para defender minha tese de que Mark não só roubou a ideia dos gêmeos, mas também copiou parte do código fonte do site deles está este indício:

Mark obviamente tinha percebido as garotas, mas nem ao menos tentara falar com elas. Ele ergueu as sobrancelhas por um segundo, depois voltou-se para Gates,seu ídolo, e ignorou-as

Se você não entendeu, terá de assistir ao filme citado no início deste texto (Piratas do Vale do Silício). Uma vez que Zuckerberg tem como ídolo alguém de índole tão duvidosa quanto Bill Gates, é de se imaginar o que né? E não para por aí: segundo documentos (e-mails no caso) obtidos pelo autor deste livro, reforçam mais ainda a teoria de que Mark sim roubou o conceito e projeto dos irmãos Winklevoss:

Você também se apropriou do produto de nosso trabalho, incluindo nossas ideias, pensamentos, conceitos e pesquisas”.

Para finalizar esta resenha completa sobre o livro, recomendo após a leitura que vocês vejam o filme e comparem o roteiro com o texto de Ben Mezrich. O que posso dizer é que esta obra me decepcionou um pouco. Apesar de recomendar a leitura apenas como complemento de compreensão do filme, achei o livro um pouco arrastado, chato e com uma linguagem muito chula. Mas se você começar a ler e não tiver interesse em terminar, não se preocupe, apenas dê atenção do início a metade do livro, pois neste espaço você conseguirá ter uma ideia clara da personalidade de Mark, sua relação com seus “amigos” e dados específicos sobre a história do empreendedorismo na internet que são lançados no filme e deixado com algumas pontas.

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