A Morte de D.J. em Paris
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A Morte de D.J. em Paris

O livro “A Morte de D.J. em Paris” foi escrito em 1975 pelo consagrado autor mineiro Roberto Drummond foi considerado uma espécie de ruptura da linguagem literária brasileira.

A obra conta com 10 contos que têm a paisagem urbana como espaço e acontecimentos cotidianos em suas narrativas. O jeito direto e muitas vezes popular de descrever as situações absurdas em que seus personagens se encontram é que deram o destaque para esta obra, vencedora do prêmio Jabuti daquele ano.

Mas o que eu vou relatar a seguir pode não ser do agrado dos amantes da literatura brasileira (pode até ser que eu compre algumas brigas, mas resenha é resenha) sobre a impressão que tive deste livro.

Roberto Drummond

Roberto Drummond

A Morte de D.J. em Paris

Por que ler A morte de D.J. em Paris?

Quando o li, em 2009 o livro foi pautado para as leituras que cairiam no vestibular de jornalismo da PUC. O livro é bom e fácil de se ler.

Me lembro que o terminei poucas horas após começa-lo e da mesma forma que foliei as primeiras páginas eu as fechei com o mesmo sentimento no fim da leitura. Não me despertou aquele encanto pelo qual as críticas haviam aclamado esta obra como uma vencedora de um prêmio de literatura.

Deixo claro que, não que eu tenha o detestado, mas só não me identifiquei com o livro como era de se esperar. Achei a diagramação confortável para leitura, linguagem textual realmente fácil de entender. Uma leitura fluida, mas eu não consegui cair de amores pela obra como muita gente diz amar.

Estilos de crônicas?

Não que devamos ou seja certo compararmos escritores e suas obras. Porém, Luis Fernando Veríssimo me chocou, me atraiu e me cativou na primeira crônica que li.

O mesmo digo para Nelson Rodrigues em A Vida como Ela é. São obras, escritores, estilos e contextos completamente diferentes. Mas o que eu quero dizer que para mim A Morte de D.J. em Paris não mostra toda a grandeza de Roberto Drummond.

Talvez eu devesse reler estes textos com um olhar mais crítico ou até mesmo ler a sua emblemática publicação: Hilda Furacão. Com isso, eu possa desconstruir esta imagem de Drummond e conseguir construir uma diferente. Apesar de achar isso um pouco difícil.

Se você já leu este livro ou alguma outra obra do autor, por favor, deixe nos comentários a sua opinião. Gostaria muito de saber se sou a única pessoa a ter esta impressão sobre este livro!

Carla Corrêa

Jornalista, mineira de Belo Horizonte, 33 anos e apaixonada por cravo, canela, café e chocolate. A mistura perfeita para uma vida perfeita e feliz. Nascida na era da internet, blogo desde 2008.

2 comentários

  1. Cristiane maria lopes ramos says:

    Li ” A morte de d.j. em Paris ” e achei sem graça. Enfim mais alguém compartilhando de minha decepção. O texto de Roberto Drummond é simplesmente chato pra caramba.

    1. Olá Cristiane.
      Depois que a gente lê muitas obras, começamos a ficar mais seletivas mesmo e sinceramente este escritor não me convenceu a ler mais nada dele com esta oba. Mas eu conheço gente que o ama e idolatra. Enfim, gosto é gosto né?
      Quem ai você me indicaria pra ler de cronista?

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